terça-feira, 22 de outubro de 2013

Hidrelétrica abandonada no Japão.


Olá, gente boa!
O Japão está em alta aqui no blog, já repararam?
É que estou explorando dois sites urbex's que encontrei, ambos de extrangeiros que moram lá. São: http://www.haikyo.org/about/ e o http://ralphmirebs.livejournal.com/. O primeiro é de um inglês e o segundo de um russo. O inglês tem seu website principal que é o http://www.totorotimes.com/. Aliás, existe um nome que denomina a exploração urbana no Japão. Se chama haikyo. Vale muito á pena explorar esses links. : D

Hidrelétrica abandonada
Já começo com a pergunta: como pode uma hidrelétrica estar abandonada? Como uma estrutura tão grande pode estar abandonada? Eu apostaria em crise financeira na empresa ou erro de cálculo na estruturas, mas nesse caso foi por causa da subida de nível do rio e da conseqüente construção de uma maior. O rio subiu tanto que cobriu a própria hidrelétrica em alguns pontos. Ela tem altura de altura de 89,5 metros de altura  por 265 metros de  comprimento. Sua tarefa principal não é a geração de energia, era de regulação dos níveis de água no rio e prevenção de inundações em chuvas, mas também gerava eletricidade. A construção começou em 1953 e terminou em 1964. A energia gerada era de 36,7 MW. 
É um lugar incrível para visitar, com muito cuidado, lógico.





segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Cemitério de eletrodomésticos - Japão


Cemitério de eletrodomésticos - Japão
É muito comum nas pequenas cidades do Japão ver caminhões carregados com antigos eletrônicos, eletrodomésticos, brinquedos, bicicletas, entre outros objetos. 
Na periferia de Niigata, encontra-se esta área com montanhas de televisores, máquinas de lavar e impressoras. Os objetos - neste caso - não estão à venda à população, serão enviados para a China para análise de peças e materiais. Algumas delas ainda estão funcionando, mas não importa, foram descartadas pelo consumo acelerado do mercado japonês.




sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Parques de diversões abandonados no Japão


Postagem atualizada em 18 de outubro de 2013.

Olá gente!

Não aguentei e estou aqui de volta hoje pois encontrei tanta coisa legal, que não posso deixar pra depois. Tudo no Japão! São parques abandonados por lá e nunca paro de encontrar material. A atividade urbex está aumentando significativamente por lá, influenciada bastante pelos europeus e americanos que moram por lá - muitos estudam, dão aulas de inglês. 
De fato as grandes cidades estão mesmo colapsando - economicamente e socialmente. Suas estruturas mais antigas já não se sustentam mais sem a manutenção devida e o abandono vem por vários motivos.
Vamos aos parques. 

Parques de diversões abandonados no Japão

Irozaki Jungle Park
O Japão adora um parque temático. O Irozaki Jungle Park era originalmente um enorme jardim botânico localizado um extremo sul da Península de Izu que depois foi transformado numa espécie de parque ecológico. Não se sabe ao certo a causa de seu abandono, mas como toda moda passa muito mais rápido no Japão, seus frequentadores devem ter achado algo mais divertido para fazer. 
Hoje a natureza toma conta.



quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Hotéis abandonados no Japão



Olá, gente boa!
Já falamos aqui em hotéis abandonados no Japão, mas precisamente em Okinawa - na postagem http://www.lugaresesquecidos.com.br/2013/08/hoteis-abandonados-em-okinawa.html - mas há tantos outros hotéis abandonados nesse país, que merece uma postagem só pra eles, os hotéis abandonados do Japão.

Deer Spring Lodge
Quero começar com uma pequena hospedagem abandonada em alguma área remota ao redor Chichibu, na província de Saitama. Toda em madeira, ela está se deteriorando bem rápido.







terça-feira, 15 de outubro de 2013

Concerto no reservatório subterrâneo do rio Eltsovka



Olá, gente boa.
Quero falar de um assunto muito interessante que está acontecendo em lugares abandonados, principalmente em subterrâneos: eventos com música!
Uma das especialidades da exploração urbana é entrar nas gigantescas redes de esgoto e águas pluviais abandonadas na cidade. Muitas vezes se trata de uma infra estrutura já ultrapassada e descartada após uma modernização das redes urbanas. Um fenômeno muito comum na grandes cidades da Europa e EUA.
Em Paris rolam festas e festas nas galerias subterrâneas, todas secretas. Em Berlim há um complexo de túneis abandonados por baixo de quase toda a cidade, e por aí vai. Festas e eventos musicais estão cada vez mais comuns nesses lugares. A acústica é perfeita.
Encontrei uma aventura bem radical nesse sentido. 

Concerto no reservatório subterrâneo do rio Eltsovka
Em 12 de outubro deste ano aconteceu um concerto acústico no rio subterrâneo Eltsovka, um lugar muito visitado pelos exploradores mais radicais russos. Foi uma reunião de um grupo que se encontrou pra ouvir um cantor e seu violão. Além do concerto acústico, eles comeram e confraternizaram nesse cenário de tubulações gigantescas e esquecidas. Uma alternativa do cidadão de hoje se expressar na Rússia?
Por motivos políticos ou não, essa reunião revive o local abandonado de uma maneira muito incomum e bonita. Parabéns à galera russa.
Foram ouvidas as canções do álbum "Kamenka Underground" e as 14 pessoas presentes foram reunidas por um explorador de câmaras de inspeção e galerias subterrâneas. No local foi posta uma pequena mesa. Além do músico e performer, estava presente também um mestre de cerimônias que tornou tudo ainda mais divertido e irônico. Como parte do show ouviram-se hits com nomes bem sugestivos como "Vai, debaixo da terra", "E onde é isso?". Após o concerto, foi oferecido um passeio pelo colector. Que programa inusitado, não?




terça-feira, 1 de outubro de 2013

Palácios e castelos abandonados


Olá, gente!
Faz tempo que estou pra escrever sobre esse tema. Castelos e palácios são prédios com programas de necessidades geralmente muito extensos. Têm torres, telhados com seus enormes sótãos, quartos e mais quartos, subsolos salas e salões, isso sem falar nos espaços externos - jardins, piscinas, passeios etc. 
Escolhi alguns exemplos diferentes entre si pra mostrar pra vocês, de países e estilos bem distintos. Suas histórias são fantásticas, cercadas de mistérios e às vezes de tragédias.
Essa é uma postagem que estará sempre sendo atualizada. Vamos aos castelos e palácios!

Palácio Onuškis em Rokiškis, Lituânia

Um antigo palácio neoclássico com uma fachada de 11 colunas, cujo projeto acredita-se ser do famoso arquiteto Cezaris Anikinis. Na Lituânia, esse belo prédio, que já foi totalmente saqueado e depredado, pertenceu a vários donos, foi incendiado durante a Primeira Guerra Mundial mas suas ruínas estão lá até hoje. Preservadas, fazem parte de um parque. Tem um passado cheios de histórias...

 


domingo, 22 de setembro de 2013

Balneário Pirapora Palace - Maranguape - CE


Olá, Gente!
Primeiramente, obrigado pelos 500 mil acessos, isso me deixa muito, mas muito feliz. 

Mais uma postagem enviada por um leitor do blog e explorador urbano, é o Pedro Feitoza, que fotografou um clube abandonado no Ceará, terra tão querida. Que legal! mais um brasileiro mostra a cara aqui no blog.

domingo, 8 de setembro de 2013

O Palácio de Sans-Souci e a Citadelle Lafferière - Haiti


Olá, gente!
A exploração de ruínas é considerada como aventura urbana, uma espécie de exploração urbana. E é sobre uma ruína com uma história incrível que quero falar hoje. Aliás sobre duas, um conjunto, na verdade. Quero mostrar pra vocês as ruínas de um palácio e de um forte para de defesa militar.

O Palácio de Sans-Souci
O Palácio de Sans-Souci foi a residência real do rei Henri I (mais conhecido como Henri Christophe ) do Haiti , da rainha Marie-Louise e suas duas filhas. Foi o mais importante dos nove palácios construídos pelo rei, bem como quinze castelos, inúmeras fortalezas, e várias casas de veraneio em suas vinte plantações. A construção do palácio começou em 1810 e foi concluída em 1813. Ele está localizado na cidade de Milot. Seu nome traduzido do francês significa "sem preocupações."
Antes da construção de Sans-Souci, Milot sediou uma plantação francesa que Christophe gerenciou por um período durante a Revolução do Haiti. Conhecido por sua crueldade, foi responsável pela morte de muitos trabalhadores durante a construção do palácio. Sob seu reinado, o palácio foi o local de festas opulentas e danças. Tinha imensos jardins, fontes artificiais, e um sistema de distribuição de água. Apesar de Sans-Souci ser agora uma ruína vazia, seu esplendor foi presenciado por muitos visitantes estrangeiros.
A imponência de Sans-Souci fazia parte do programa de Henri Christophe de demonstrar aos estrangeiros, principalmente europeus e americanos, o poder e a capacidade da raça negra. No entanto, o reinado de Christophe não era bem visto pelos poderes monárquicos europeus de prestígio.





domingo, 18 de agosto de 2013

Hotéis abandonados em Okinawa




Postagem atualizada em 22 de agosto de 2013.

Oi, gente!
Achei mais um hotel fantasma em Okinawa é o La Rainbow Hotel & Tower - também conhecido como o Graffiti Hotel funcionou de 1988 até meados dos anos 90, e é um dos lugares abandonados mais populares no oeste do Japão, muito provavelmente pelos inúmeros grafites existentes lá e pela arquitetura incomum de sua torre de observação que tem uma plataforma móvel.
O La Rainbow era assim dividido:
1º andar - entrada do hotel, saída da torre de observação, máquinas de bilhetes, banheiros; 2º andar - entrada para a torre de observação, recepção do hotel, salões de festas, cozinha; 3º andar - quartos 301 à 327; 4º andar - quartos 401 à 437; 5º andar - entrada superior do prédio através de uma ponte, cozinha, restaurante familiar "La Rainbow"; 6º andar - bar e terraço.
Os quartos do la Rainbow foram projetados e decorados individualmente - uma coisa comum em motéis, mas não em hotéis turísticos convencionais - e tinham janelas gigantescas com uma vista maravilhosa da baía de Seto e da Grande Ponte Seto.
O hotel é conhecido como "o hotel do grafite", pois, além de estarem por toda parte, as obras dos grafiteiros são verdadeiras peças de arte.
A torre é de 150 metros de altura  e possui a mais alta plataforma de observação - a mais alta no mundo quando foi construído - a qual se movimentava na vertical e em torno de um eixo central da cabine de 23 metros de diâmetros - comportava 150 pessoas por vez.
Ignorando o fato que a região já era cheia de hotéis por causa da proximidade a um grande parque de diversões a torre/hotel foi construída. Como a empresa construtora era muito rica, não tardou a abandonar o hotel quando seus lucros não eram mais rentáveis. 
As histórias de abandono são variadas e cada caso é um caso. Não há regra nem padrões de ações ou comportamentos que levam um prédio a ser abandonado.





terça-feira, 13 de agosto de 2013

Barcas abandonadas na Ilha do Governador - Rio de Janeiro


Oi, gente!
Gostaria de dizer primeiramente que essas barcas já não existem mais. Elas tiveram intenso uso fazendo a travessia Centro (Praça XV) - Ilha do Governador. Depois de seu abandono ficavam na Ribeira, em seguida passaram-nas para a Praça do Cocotá e recentemente foram desmontadas. Quando estive no local senti uma vontade enorme de ir até elas, lógico. Mas foi impossível.
Essas barcas estão na memória dos cariocas e com certeza causarão boas memórias às pessoas que usaram desse transporte antigo e tão charmoso.




Um esclarecimento sobre UrbEx



Olá, gente!
Recentemente um repórter me perguntou o que era UrbEx? se era um hobby ou se poderia ser considerado como um esporte? entre outras dúvidas sobre o assunto. Então achei legal e importante esclarecer o que significa isso. Por quais motivos as pessoas visitam/exploram lugares abandonados dentro e até fora da cidade? mesmo sabendo que são sujos, perigosos e muitas vezes de entrada proibida? 
Espero esclarecer todos meus leitores que simplesmente admiram tudo isso, sem saber mais profundamente suas teorias, só por também se atrairem pela beleza e paz que há nesses lugares.

O que é UrbEx?

sábado, 10 de agosto de 2013

Best Shopping - São Bernardo do Campo - SP


Este shopping já teve muito movimento. Em 1994 chegava a receber cerca de 2,4 mil pessoas por semana e 5 mil nos fins de semana. No fim dos anos noventa ele começou a perder público, muito provavelmente pela modernização dos shopping centers em São Paulo, e logo os lojistas também começaram a abandoná-lo. Apesar de ter recebido verbas para melhorias, faliu em 1997 e começaram as disputas judiciais pela propriedade do local. O prédio ocupa um quarteirão inteiro numa das avenidas mais movimentadas de São Bernardo do Campo, na Grande ABC. 
Depois de interditado e abandonado, o shopping center cumpriu sua vida exemplarmente, como todo prédio abandonado na cidade: foi moradia de sem tetos urbanos, lar para as obras de arte de grafitagem, foi vandalizado, explorado por skatistas, curiosos, fotógrafos, criminosos, usuários de drogas, artistas, e por aí vai. O importante é viver esses lugares, exorcizar esses espíritos que moram na mesma cidade que nós, dando vida a eles. Utilizar todo o espaço de uma cidade, inclusive o abandonado, é a maior das utopias vividas por seus habitantes. Vejam a ironia e a democracia do espaço urbano abandonado: enquanto ele funciona é somente frequentado por pessoas afins, mas depois de abandonado o espaço é aberto a todos,  de uma forma 100% democrática e clandestina.





quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Fordlândia - O sonho abandonado de Henry Ford



Fordlândia
Essa é uma das cidades abandonadas mais bonitas que conheço. Fica no estado em que nasci, no Pará, um gigante amazônico. 
Sua história é fantástica gira em torno do grande Henry Ford, o fabricante dos carros americanos mais populares da época -1908 - o Ford Model T. Ele praticamente criou o estilo "carro popular", porém, sua produção era ditada pela Inglaterra que dominava a produção de borracha, material básico na produção de seus automóveis.
A necessidade de escapar do monopólio inglês fez Henry Ford alimentar um sonho que se tornaria, em sua vida, um pesadelo. 
Em 1923 ele veio pessoalmente e negociou com o governo do Pará uma concessão de uma área de 1 milhão de hectares às margens do Rio Tapajós e desse um milhão Ford literalmente queimou 1% para poder construir seu sonho: uma cidade que abastecesse com matéria prima (borracha) suas produções de pneus em Detroit, longe do monopólio inglês e no lugar mais propício para a produção da matéria base. A região ficou conhecida depois que os britânicos levaram de lá mudas da árvore da borracha e plantaram em suas colônias, dominando assim a produção e o comércio de pneus. 
Depois do terreno todo nivelado, as casa foram literalmente colocadas em seus lugares por guindastes. A cidade inteira foi transportada por navios dos EUA até o Pará.
A proposta da cidade Ford era muito mais que um mero acampamento para seus operários. Quando se soube da notícia da empresa se estabelecera na região e estaria contratando pessoas para compor seu quadro de empregados, apareceram pessoas de todos os cantos do país. Caboclos da região amazônica, nordestinos e brasileiros de outras regiões experimentaram um estilo bem diferente do que estavam acostumados. Fordlândia oferecia casas para todos os funcionários, dos tiradores de borracha aos profissionais americanos que vieram e criaram suas famílias nesse lugar. Mas nem tudo eram flores. Como eu disse, os planos de Ford iam muito além de um simples alojamento. Ele impôs a cultura americana - comida, hábitos, música e pensamento - aos seus empregados, e esse foi seu grande erro. Imagina só o caboclo amazônico, que produzia e tirava toda sua dieta alimentar da natureza, ter que, por obrigação, comer comida enlatada americana, vestir uniforme, frequentar bailes de dança ao ritmo de jazz, ir à missa evangélica, trabalhar de carteira assinada, ter horários rígidos e fixos - para almoço, jantar, café da manhã, para dormir, acordar - tudo isso na metade da década de 20. Pra ter uma ideia melhor, as idéias sobre confinamento e trabalho que Henry tinha serviram de inspiração aos campos de concentração de Hitler.
Foi um choque cultural enorme, e logo começaram a aparecer os conflitos entre os trabalhadores e os diretores. Algumas revoltas aconteceram, muitos trabalhadores foram embora e como se não bastasse tudo isso ainda teve a peste que assolou as plantações de seringueira de Ford. 
O que Henry não sabia, mas que era de notório conhecimento de toda aquela população que havia lá, era que a seringueira não pode ser plantada em regime de monocultura, pois sem a proteção da floresta, seu habitat natural, ela fica totalmente vulnerável à sua pior praga. Resultado: as árvores morreram aos milhares e Ford abandonou Fordlândia. Abandonou a cidade e foi para a outra margem, construiu Belterra e plantou mais seringueiras.
Como já se sabia, a monocultura de seringueira não deu certo novamente e pouco a pouco todos os americanos voltaram ao seu país. Frodlândia e Belterra foram entregues ao governo brasileiro com tudo o que tinha. Em seguida houve o saque de tudo de valor que os americanos deixaram, feito pelos próprios governantes e pela população. Urubus em cima da carniça.
Hoje, Fordlândia ainda é habitada, mas está quase toda abandonada. Alguns prédios são mantidos por Belterra, que se desenvolveu bem mais. A igreja, a escola e uma ou outra casa.
Fordlândia atrai visitantes o tempo todo e, um dia, eu irei lá. Ver o sonho e a cidade que henry Ford deixou na Amazônia. Deixou e, ironicamente, nunca foi ver. Pasmem! Ford nunca foi à Fordlândia depois de construída.

Algumas imagens antigas de Fordlândia do fim da década de 20.





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