domingo, 31 de março de 2013

Fukushima, cidade fantasma contemporânea - Ilha de Honshu, Japão.


Dois anos após o terremoto de quase 9 graus que atingiu várias cidades na Ilha de Honshu, no Japão - provocou um tsunami e colapsou a usina nuclear de Fukushima - causando a evacuação da população de cidades como Fukushima, Ishinomaki, Onagawa, Soma, Rikuzentakata, Otsuchi e Kesennuma, o cenário é desolador. 
Fukushima é uma cidade que parou no tempo, pois foi deixada intocada após a evacuação. O Google Street View esteve lá e nos revelou a real situação local: ruas rachadas, casas abandonadas e destruídas, muito entulho acumulado pelas ruas, carros deixados pra trás, aliás, tudo foi deixado pra trás. Com medo da contaminação radioativa, os habitantes não pensaram duas vezes antes de escapar da possível tragédia.
Fukushima é um exemplo de abandono por contaminação radioativa e, como a região de Chernobyl, pode ficar pra sempre deserta. A natureza com certeza tomará tudo de volta...
Andar por Fukushima, além de perigoso, é emocionante. Causa medo e estranheza.
E com vocês, meus amigos, Fukushima, a cidade fantasma mais recente de nossa época.






quarta-feira, 27 de março de 2013

Teleférico de Petrópolis, a Imperial Pista de Esqui - Rio de Janeiro



Olá! Gostaria de falar sobre um lugar muito querido em Petrópolis, um lugar especial que marcou gerações de pessoas por lá. Falo da Imperial Pista de Esqui e do teleférico que transportava visitantes para um mirante de mais de mil metros de altitude, de onde se pode ver boa parte da cidade - todo o centro.
Um pouco da história do lugar:
"A Imperial Pista de Esqui foi inaugurada no bairro Floresta no dia 8 de novembro de 1982. O criador do projeto foi o empresário David Santini, italiano que morava em Recife, Pernambuco. Além do teleférico, funcionou no local uma pista artificial de esqui. 
Atraído pela paisagem e pelo clima de Petrópolis, em 1974 Santini iniciou os primeiros contatos com a prefeitura para a construção de uma estação de esqui. Em 1975, foi assinado um contrato entre a Esquitur, empresa da qual Santini era presidente, e a prefeitura. Pelo contrato, a empresa se comprometia a criar um parque esportivo com pista de esqui para a cidade, e a prefeitura de Petrópolis deveria abrir um acesso calçado à pista e levar água e luz ao alto do morro da Floresta.
- Esse é o único morro em que se tem uma panorâmica completa da cidade, com vista de 360 graus para os vales e montanhas. É um morro solto em meio a um vale – explicou na época Santini.
Eram sete pequenas elevações que foram unidas para que ficassem com as inclinações exigidas para o corte da pista. Para isso, foram necessárias cerca de cinco mil horas de trabalho.
O teleférico era composto de 40 cadeiras de duas pessoas, com capacidade máxima para 4.800 pessoas/hora. A estação inicial era na entrada do parque, levando em primeiro estágio até a parte do caminho onde havia uma lanchonete com vista panorâmica para a cidade. Em segundo estágio, o teleférico ia até o posto mais alto, a 1.196 metros de altitude, na estação do tobogã, com duas pistas.
O parque foi desativado, devido à baixa visitação, no início dos anos 1990. Desde então, está abandonado."


Há até uma página no Facebook chamada Revitalização do Teleférico de Petrópolis - http://www.facebook.com/groups/157880861002574/?fref=ts - de um grupo que reivindica ações de revitalização perante os órgão responsáveis.
A pista de esqui funcionou durante os anos 80 - foi fundada em 1982 - o teleférico até a década seguinte, quando tudo finalmente parou. Agora está entregue ao tempo e aos vândalos que estão desmontando pouco a pouco a estrutura metálica para vender em ferros velhos. Só me resta mostrar as imagens, mas antes quero mostrar um vídeo ótimo da época em que tudo funcionava perfeitamente. E dá-lhe nostalgia! De olho no detalhe do vídeo que mostra que a galera descia sentada - isso mesmo! sentada - numa espécie de tobogã. Muito legal.



sábado, 9 de março de 2013

Monastério de Sant`Anna - Holanda

 

Gosto muito de olhar perfis do Flickr. Lá você encontra todos os exploradores urbanos e mais alguns. Pesquiso muito os holandeses, franceses, belgas e canadenses. Os caras são feras demais. Fotógrafos de mão cheia, exploradores organizados e rigorosos. Ninguém brinca por lá.
No perfil do lelargla eu achei esse monastério. Um lugar fabuloso.
É interessante notar que não há muito roubo de coisas deixadas por lá. Por aqui, na América do Sul, mal restaria o prédio. No Brasil então, telhados, janelas e louças sanitárias já não existiriam mais.
O lugar é imenso, e a exploração deve ter levado horas.
Palmas pros exploradores holandeses, estão de parabéns.






quarta-feira, 6 de março de 2013

As Catacumbas de Paris


"Pare! Este é o império da morte"

As Catacumbas de Paris fazem parte de uma rede de galerias subterrâneas que ficam sob a cidade e que inicialmente eram túneis de extração de calcário e gesso e que depois serviu de depósito de ossos dos cemitérios lotados da cidade que necessitavam de reformas e melhorias urgentes.
Durante o século 19 consolidou-se a estabilidade de parte da rede de túneis - trecho que passa por baixo da cidade de Paris e que estava causando desmoronamentos de prédios e afundamentos de grandes parcelas de solo da cidade - mas esse problema de instabilidade do subsolo começou muito antes, no século 17.
Em julho de 1679 foi realizado um estudo pela Academia de Arquitetura de Paris que apontou a origem e a qualidade das pedras utilizadas em prédios antigos e igrejas da cidade: elas haviam sido retiradas dos túneis de mineração de calcário que ficavam no subsolo da Ilha de França. E mais, dos 96 monumentos analisados em toda a ilha, 45 foram feitos com materiais retirados das pedreiras subterrâneas. Uma extração que estava sendo feita sem nenhum controle das autoridades, as quais não tinham a noção da dimensão das galerias nem da quantidade do material retirado, o que causou grandes colapsos de terrenos já no século seguinte – 1774. Em 1776 foi proibido oficialmente qualquer tipo de escavação subterrânea, pois monumentos, ruas e distritos do sul da cidade estavam em estado de alerta. Criou-se, então, a Administração Geral das Galerias Subterrâneas, a qual tinha por função procurar as antigas pedreiras, reconhecer galerias e fortalecer suas escavações. No dia da criação do órgão – 4 de abril de 1777 – uma casa na Rua d’Enfer desapareceu por causa do afundamento do terreno que ficava sobre uma pedreira a 40 metros abaixo da superfície do solo.
As obras de sustentação estrutural continuaram até fins do século 18, quando então as galerias foram fechadas e proibidas para a visita.
Atualmente, as únicas galerias abertas oficialmente para visitação são as que possuem as catacumbas e o que foi feito com os ossos transferidos dos cemitérios da superfície - ornamentos na paredes, chão e teto, que formam mosaicos e formas. Porém, as galerias são muito extensas e ultrapassam os limites de Paris, e quem conhece as entradas pode variar em entrar pelo túnel do trem pelo mato, ou até pelos bueiros das ruas, pois as entradas são várias. Há festas secretas e reuniões de jovens e exploradores urbanos, um programa para quem não se importa em trilhar túneis escuros e, muitas vezes, claustrofóbicos. Imaginem onde eu quero ir quando eu for para Paris? Divirtam-se. Detalhe para a série de grafitagem urbex que há nas galerias e para as imagens 3-D!!! isso mesmo! pegue seus óculos 3-D e veja as imagens. Lindo!






segunda-feira, 4 de março de 2013

Os Fortes do Tâmisa - Reino Unido


Durante a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha inventou uma arma magnética colocada no mar para detonar qualquer superfície metálica que se aproximasse dela - uma espécie de mina. Com esse dispositivo magnético as minas detonaram muitos navios que passavam pelas rotas marítimas da guerra, sendo atraídas - como imãs - até eles, fazendo-os afundar facilmente. Preocupados com as minas imãs alemãs, o Reino Unido construiu um série de torres metálicas que seriam espalhadas estrategicamente pelo estuário - onde o rio encontra o mar - do rio Tâmisa. O engenheiro civil Guy Maunsell foi então contratado para projetar os fortes. 
Construídos sobre imensos pilares de concreto moldados no continente - e depois colocados no mar - esses fortes/torres foram instalados em vários pontos da área de proteção escolhida pelos militares. Ficaram prontos por volta de 1942 e logo foram postas em operação. Defenderam o Reino Unido, derrubando aviões e afundando navios inimigos mas, ao findar a guerra, foram abandonados. Dos quatro fortes - um forte era composto por 7 torres - só restaram dois. 
Uma história muito interessante sobre este lugar é que depois de abandonado as torres foram ocupadas por rádios piratas que transmitiam para o Reino Unido. Rádios contra o governo que logo atraíram represália. Denominaram-se o "Principado de Sealand" e era reino do "príncipe" Roy Bates e sua família e de Knock John - preciso saber mais desta história.
Nos anos 60 alguns foram detonados em operações do governo, sob a desculpa de serem perigosos às navegações - navios de passageiros também colidiram com os fortes, pegaram fogo, sem falar em uma tempestade em 1996 que derrubou várias torres.
Um lugar fascinante de se visitar e com uma história fantástica.
Um sonho que se tornou lixo no mar.





quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Escola abandonada em Paulista - PE


Estamos quase alcançando as 300 mil visitas e eu dedico aos inúmeros leitores do mundo inteiro esse sucesso. Obrigado de coração, eu nunca pensei que esta página alcancaria tanta gente em tantos lugares. Gostaria de ter mais tempo para atualizar mais vezes o blog, sei que há leitores que semanalmente acessam para ver novidades, e a esses queridos leitores semanais peço desculpas imensas.
O Lugares Esquecidos é um trabalho de pesquisa na Internet e o mostruário de explorações de Urbexs brasileiros. É o caso dos trabalhos de LTW, o qual possui postagens muito populares e sempre acessadas por aqui. E foi no município de Paulista, em Pernambuco, que o nosso colaborador LTW visitou uma escola abandonada . Ele não encontrou muitas informações sobre ela mas sabe que foi abandonada há mais ou menos dois anos. 







terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Ruínas da Fazenda Zumbi Safari - Igarassu - PE


Numa famosa área da camping, localizada dentro da região metropolitana de Recife jazem ruínas de uma antiga fazenda do século 18. Uma visita de mais um colaborador e explorador brasileiro e eleitor do blog. Foi o Elessandro Albuquerque http://www.facebook.com/elessandro.albuquerque, que já colaborou com imagens muito legais de uma ruína de igreja em Abreu e Lima - também no estado de Pernambuco - http://www.lugaresesquecidos.com.br/2011/02/procura-das-ruinas-da-igreja-de-sao.html.

Chamada de Fazenda Zumbi - não encontrei muitas informações sobre este lugar - há uma certa confusão sobre este lugar. Alguns chamam de "Ruínas do Engenho" (mas qual?), "Fazenda Araruna", "Zumbi Safari", "Capela de Nossa Senhora da Dores", "Casa dos Araruna", "Velho Engenho"... entre outras. Mas são ruínas do século 18 com traços fortíssimos do neoclassicismo. O complexo de ruínas é formado pela Casa Grande, Forno de Cal e pela Casa de Farinha. Certamente pertenceu à família Araruna.

Casa Grande





sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

As Ruínas de Igatu - Bahia


Igatu é uma cidade do século XIX e se chamava Xique-Xique de Igatu nos áureos tempos da mineração de diamantes na região. Chegou até a ter um cinema e mais de nove mil habitantes. As chamadas Ruínas são as casas dos garimpeiros que lá viviam. e estão espalhadas ao redor de toda a vila, por cima das encostas dos morros, ao longo do rio, e se acumulam na pequena vila em ruínas que é composta por cerca de três longas ruas de casas as quais possuem uma história interessante: depois de esgotadas as minas de diamantes os únicos lugares ainda não explorados eram os chão de suas próprias casas. Então cavaram cerca de um metro e meio abaixo do chão de suas casas - o madeiramento de seus telhados desceram as montanhas com seus donos para serem montados em outro lugar. Dizem que suas pedras também foram usadas na construção do Canal do Panamá. Algumas casas aproveitam a própria laje natural da encosta. Um Cenário fantástico, mágico.
Essa foi minha ultima parada em minha viagem de férias pela Bahia. Voltarei lá com certeza. À Igatu.





terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Cemitérios da Igreja de São Sebastião - Igatu - Bahia


Olá, gente! continuando sobre as visitas feita na Bahia...
Durante a viagem à região da Chapada Diamantina fizemos uma parada de três dias na pequena vila de Igatu (cerca de 380 habitantes). Lá encontrei o Cemitério de São Sebastião - que na verdade são três um de cada lado da igreja e outro bem à sua frente - que tem esse nome devido pertencer à igreja de mesmo nome.
A palavra Igatu vem do Tupi e significa água boa - y/água katu/bom, e fica no município de Andaraí. Igatu teve seu auge no século XIX durante o ciclo da mineração de diamantes na região da Chapada Diamantina. Com a descoberta das minas de diamante na África no século XX e a saturação das minas da Chapada, a população de Igatu começou a diminuir mais e mais, e nos anos setenta chegou a ter pouco mais de 180 habitantes.
A Igreja de São Sebastião  foi restaurada recentemente pelo IPHAN e é um lindo exemplo de igreja daquela época. Nela há túmulos no estilo do Cemitério Santa Izabel em Mucugê - o Cemitério "Bizantino" http://www.lugaresesquecidos.com.br/2013/01/o-cemiterio-bizantino-na-chapada.html, só que no cemitério de Igatu eu encontrei um túmulo datado de 1800 - o de Mucugê foi fundado em 1855.
Fisicamente são três cemitérios: um de cada lado da igreja e um na frente dela que chega até onde começa a queda do terreno até embaixo no vale.

O primeiro cemitério é logo à direita no caminho que leva às Ruínas de Igatu - próxima e última postagem da viagem à Bahia.
Como o de Mucugê, ele sobe um pouco as encostas de pedra formando ruelas entre os túmulos. Logo na entrada nota-se alguns túmulos no chão e outros muito curiosos - um com grandes letras R em seu topo, túmulos menores e maiores e até um cristo redentor bem recente. Todos os ornamentos arquitetônicos - arcos, volutas e pináculos - presentes no cemitério Santa Izabel em Mucugê estão presentes neste também. Foi aqui que encontrei o túmulo de 1800.





segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Casas abandonadas no interior da Bahia


Olá. Como eu falei na postagem anterior eu passei uns dias rodando de carro pelo interior da Bahia e de quebra Fui à Chapada Diamantina pela primeira vez. Voltei encantado. Há arquitetura histórica espalhada por todo canto. 
No interior, na "roça", como dizem, encontrei casas da época colonial e do ecletismo, as quais são muito frequentes pelas pequenas vilas e povoados nessa parte do estado, são as chamadas "casas da roça". Os protetores do patrimônio histórico brasileiro deveriam estar atentos para isso, pois são casas de valor histórico que estão se perdendo - de alvenaria de barro vermelho e laranja, com paredes de três a seis palmos, de arquitetura popular e incrivelmente frias e aconchegantes por dentro, apesar do calor intenso na região. Passa-se pelas vilas, na hora do intenso calor, e não se vê ninguém na rua, nem do lado de fora das casas, pois o melhor lugar na hora do calor é dentro dela. As pessoas que encontrei por lá são de uma simpatia sem exceção. Isso sim que é gente evoluída: tira seu alimento da terra, têm valores familiares e de moral fortíssimos, amam os animais, são amáveis e simpáticos, entre outros. Ainda não se envenenaram com os valores da cidade.
Vi muitas casas abandonadas, muitas mesmo. A seca na região expulsa seus moradores, ou então simplesmente se mudaram para uma casa mais nova no mesmo vilarejo. 
Em Várzeas d'Água, Sítio Novo e no Morro do Jacu encontrei três exemplos de casas abandonadas - da década de 30/40 - que gostaria de mostrar pra vocês. São bem interessantes e ilustram o que falei anteriormente sobre elas. Encontram-se espalhadas por todos os lugares do interior da Bahia. Arquitetura de barro dissolvida no tempo e pelo tempo. Ruínas populares de muito valor. Pelo menos para os exploradores urbanos (e rurais, hehehe). Divirtam-se!

Casa em Sítio Novo
Num outro vilarejo essa casa me chamou a atenção. Elá é grande por dentro e devia ser muito agradável estar dentro dela. Encontrei muitas janelas e portas que olhavam tanto para dentro quento para fora da casa. detalhe para a bancada vermelha de alvenaria que encontra-se em todas as casas, inclusive nas que ainda são habitadas - é uma bancada de apoio onde se coloca o pote de água para beber e outros objetos da casa.








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