domingo, 2 de junho de 2013
sexta-feira, 24 de maio de 2013
A grande muralha - China
... Oi, gente, o assunto de hoje é a Grande Muralha da China.
Aí vocês se perguntam: mas a Grande Muralha da China está abandonada ou esquecida?
Primeiro precisamos esclarecer que a muralha deveria estar no plural, pois não se trata de uma só construção como todos fazemos ideia. A Grande Muralha da China é composta por várias outras muralhas, as quais muitas vezes nem se conectam. Não é uma obra contínua como se pensa.
Construída no passado para proteger o território e hoje um grande símbolo mundial e importante ponto turístico da China, ela passou por várias dinastias. Sua construção começou antes até das dinastias, no século 5 antes de Cristo e não parou até 1644.
Por ser tão extensa ela cruza cinco municípios, o Deserto de Gobi, e chega até dois estados autônomos - Ningxia e Mongólia. Essa abrangência toda fez com que as muralhas fossem construídas em diferentes locais, de diferentes materiais - pedras de calcário, tijolos, granito - e de técnicas construtivas variadas. Estão também em diferentes estados de conservação. A manutenção foi feita de modo desigual, dado a extensão desse monumento e em alguns lugares ela está perfeita, mas em outros está em total decadência, chega até a estar ruínas em alguns pontos.
Mapa das várias muralhas construídas ao longo dos tempos. Cada cor refere-se a uma dinastia ou período de tempo.
Somadas, as muralhas têm 8.850 km de extensão e em muitas partes ela está abandonada, sem manutenção ou qualquer intenção de reparos. Prato cheio para os exploradores urbanos e visitantes, que vão até lá, acampam, exploram as partes mais hostis e mostram pra gente. Palmas para eles!
Vamos às imagens, vocês vão se surpreender, algumas partes nem se consegue passar pois está tomada por uma vegetação alta.
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Propriedades abandonadas de Pablo Escobar
Pablo Escobar foi um famoso traficante de cocaína da Colômbia, muito atuante nos anos 70 e 80 - chegava a vender 1 milhão de dólares por dia através de sua rede de tráfico.
Conhecido com um dos mais brutais traficantes, se não o maior de todos os tempos, ele chegou a derrubar com uma bomba um avião comercial só para matar um inimigo seu que se encontrava a bordo juntos com os outros tantos passageiros. Construiu um império fenomenal que atualmente se encontra abandonado.
Junto com seus comparsas ele comprou um pequeno grupo de ilhotas no meio do mar do Caribe, na costa de Cartagena - Islas del Rosario. Eles construíram mansões extravagantes, palco de festas descontraídas e regadas a muito pó. Pablo destoava dos grandes traficantes, sérios e formais, do resto do mundo. E chamava bastante atenção. Foi por chamar tanta atenção para si que, em 1993, foi morto em sua propriedade numa operação que envolveu as polícias e inteligência da Colômbia e dos EUA.
Nos resta então ver essas propriedades. Elas viraram rota turística para quem visita o local e tem a oportunidade de descer na ilha. A mansão foi parte construída sobre as rochas mais altas dos recifes. Possuía uma discoteca - gostei dessa parte, piscina e muitos cômodos e ambientes. Outras casas menores pertencentes aos seu companheiros de tráfico compunham o conjunto habitacional sobre as ilhas caribenhas de Pablo Escobar (uma dessas casas está hoje ocupada por um cara que chegou até a ilha e por lá ficou).
Outra propriedade de Pablo Escobar que quero mostrar pra vocês é o o parque temático Hacienda Napoles. Um parque/zoológico particular onde ele mantinha hipopótamos, pôneis, elefantes, girafas, antílopes, pássaros e outros animais exóticos - ele também possuía sua própria arena de tourada.
Casa/Ilha Particular
Da mansão maravilhosa só resta o que não pode ser retirado. E o tempo e a natureza estão se encarregando de tomar de volta o que lhe pertence de fato. Parabéns ao explorador que foi lá e fez as imagens -seus direitos autorais pertencem exclusivamente ao seu autor.
sábado, 27 de abril de 2013
As Embaixadas abandonadas
Postagem atualizada em 28 de janeiro de 2014.
Olá, gente boa!
Não é novidade que o Irã não mantém mais as mesmas relações diplomáticas que possuía antes com certas nações. Com os EUA nem se fala. Isso resultou em suas embaixadas abandonadas nesses países.
A embaixada do Irã nos EUA recebia seus convidados ilustres - Elizabeth Taylor, Andy Warhol, Frank Sinatra e vários outros Vips de Hollywood - na sua grande sala espelhada na década de 1970 em festas e cocktails.
Hoje a decadência domina: passaportes e documentos antigos e até documentos históricos da Segunda Guerra Mundial!; pinturas do Rei e Rainha do Irã; arquivos secretos do passado do Irã e até uma foto do jovem Xá.
terça-feira, 16 de abril de 2013
Hong Kong abandonada
Oi, gente. Recentemente conheci um site de um inglês que mora em Hong Kong há sete anos e escreve sobre as peculiaridades dessa cidade e de suas redondezas, é o http://hongwrong.com. Um site que tenho explorado com muito interesse, pois lá há muitas informações sobre Hong Kong, inclusive sobre os locais abandonados que Tom, o blogueiro, faz questão de visitar. Essa postagem será bem grande, pois mostrarei todos os lugares abandonados que Tom explorou. Um viagem completa pelos lugares abandonados em Hong Kong e suas histórias. Vamos lá!
Vila abandonada na área rural ao Noroeste de Hong Kong - Kuk Po
Hong Kong é uma região administrativa da República Popular da China e refletindo sobre o crescimento do país e o desenvolvimento das cidades não é de se espantar que haja muitas áreas abandonadas no interior da China, já que se trata de um país imenso em extensão territorial.
Kuk Po é uma área restrita, de fronteira que, desde 2006, está cercada para evitar a entrada de imigrantes, coibir atividades ilegais e onde só se entra com permissão da polícia/governo.
Ainda há moradores na área, mas somente 160, os quais retiram seu sustento da atividade agrícola de subsistência e pequenas criações de animais.
A construção da vila data da década de 20, mas foi habitada por séculos por vários clãs e desde 1990 está praticamente abandonada - os poucos habitantes ainda contam com o fornecimento de água e energia elétrica.
Como a maioria da população migrou para o Reino Unido, as autoridades não conseguem mais encontrar os proprietários das casas. Em breve tudo se tornará ruína.
domingo, 31 de março de 2013
Fukushima, cidade fantasma contemporânea - Ilha de Honshu, Japão.
Dois anos após o terremoto de quase 9 graus que atingiu várias cidades na Ilha de Honshu, no Japão - provocou um tsunami e colapsou a usina nuclear de Fukushima - causando a evacuação da população de cidades como Fukushima, Ishinomaki, Onagawa, Soma, Rikuzentakata, Otsuchi e Kesennuma, o cenário é desolador.
Fukushima é uma cidade que parou no tempo, pois foi deixada intocada após a evacuação. O Google Street View esteve lá e nos revelou a real situação local: ruas rachadas, casas abandonadas e destruídas, muito entulho acumulado pelas ruas, carros deixados pra trás, aliás, tudo foi deixado pra trás. Com medo da contaminação radioativa, os habitantes não pensaram duas vezes antes de escapar da possível tragédia.
Fukushima é um exemplo de abandono por contaminação radioativa e, como a região de Chernobyl, pode ficar pra sempre deserta. A natureza com certeza tomará tudo de volta...
Andar por Fukushima, além de perigoso, é emocionante. Causa medo e estranheza.
E com vocês, meus amigos, Fukushima, a cidade fantasma mais recente de nossa época.
Fukushima é um exemplo de abandono por contaminação radioativa e, como a região de Chernobyl, pode ficar pra sempre deserta. A natureza com certeza tomará tudo de volta...
Andar por Fukushima, além de perigoso, é emocionante. Causa medo e estranheza.
E com vocês, meus amigos, Fukushima, a cidade fantasma mais recente de nossa época.
quarta-feira, 27 de março de 2013
Teleférico de Petrópolis, a Imperial Pista de Esqui - Rio de Janeiro
Olá! Gostaria de falar sobre um lugar muito querido em Petrópolis, um lugar especial que marcou gerações de pessoas por lá. Falo da Imperial Pista de Esqui e do teleférico que transportava visitantes para um mirante de mais de mil metros de altitude, de onde se pode ver boa parte da cidade - todo o centro.
Um pouco da história do lugar:
"A Imperial Pista de Esqui foi inaugurada no bairro Floresta no dia 8 de novembro de 1982. O criador do projeto foi o empresário David Santini, italiano que morava em Recife, Pernambuco. Além do teleférico, funcionou no local uma pista artificial de esqui.
Atraído pela paisagem e pelo clima de Petrópolis, em 1974 Santini iniciou os primeiros contatos com a prefeitura para a construção de uma estação de esqui. Em 1975, foi assinado um contrato entre a Esquitur, empresa da qual Santini era presidente, e a prefeitura. Pelo contrato, a empresa se comprometia a criar um parque esportivo com pista de esqui para a cidade, e a prefeitura de Petrópolis deveria abrir um acesso calçado à pista e levar água e luz ao alto do morro da Floresta.
- Esse é o único morro em que se tem uma panorâmica completa da cidade, com vista de 360 graus para os vales e montanhas. É um morro solto em meio a um vale – explicou na época Santini.
Eram sete pequenas elevações que foram unidas para que ficassem com as inclinações exigidas para o corte da pista. Para isso, foram necessárias cerca de cinco mil horas de trabalho.
O teleférico era composto de 40 cadeiras de duas pessoas, com capacidade máxima para 4.800 pessoas/hora. A estação inicial era na entrada do parque, levando em primeiro estágio até a parte do caminho onde havia uma lanchonete com vista panorâmica para a cidade. Em segundo estágio, o teleférico ia até o posto mais alto, a 1.196 metros de altitude, na estação do tobogã, com duas pistas.
O parque foi desativado, devido à baixa visitação, no início dos anos 1990. Desde então, está abandonado."
Há até uma página no Facebook chamada Revitalização do Teleférico de Petrópolis - http://www.facebook.com/groups/157880861002574/?fref=ts - de um grupo que reivindica ações de revitalização perante os órgão responsáveis.
A pista de esqui funcionou durante os anos 80 - foi fundada em 1982 - o teleférico até a década seguinte, quando tudo finalmente parou. Agora está entregue ao tempo e aos vândalos que estão desmontando pouco a pouco a estrutura metálica para vender em ferros velhos. Só me resta mostrar as imagens, mas antes quero mostrar um vídeo ótimo da época em que tudo funcionava perfeitamente. E dá-lhe nostalgia! De olho no detalhe do vídeo que mostra que a galera descia sentada - isso mesmo! sentada - numa espécie de tobogã. Muito legal.
sábado, 9 de março de 2013
Monastério de Sant`Anna - Holanda
Gosto muito de olhar perfis do Flickr. Lá você encontra todos os exploradores urbanos e mais alguns. Pesquiso muito os holandeses, franceses, belgas e canadenses. Os caras são feras demais. Fotógrafos de mão cheia, exploradores organizados e rigorosos. Ninguém brinca por lá.
No perfil do lelargla eu achei esse monastério. Um lugar fabuloso.
É interessante notar que não há muito roubo de coisas deixadas por lá. Por aqui, na América do Sul, mal restaria o prédio. No Brasil então, telhados, janelas e louças sanitárias já não existiriam mais.
O lugar é imenso, e a exploração deve ter levado horas.
Palmas pros exploradores holandeses, estão de parabéns.
quarta-feira, 6 de março de 2013
As Catacumbas de Paris
"Pare! Este é o império da morte"
As Catacumbas de Paris fazem parte de uma rede de galerias subterrâneas que ficam sob a cidade e que inicialmente eram túneis de extração de calcário e gesso e que depois serviu de depósito de ossos dos cemitérios lotados da cidade que necessitavam de reformas e melhorias urgentes.
Durante o século 19 consolidou-se a
estabilidade de parte da rede de túneis - trecho que passa por baixo da cidade
de Paris e que estava causando desmoronamentos de prédios e afundamentos de grandes
parcelas de solo da cidade - mas esse problema de instabilidade do subsolo começou
muito antes, no século 17.
Em julho de 1679 foi realizado um estudo pela
Academia de Arquitetura de Paris que apontou a origem e a qualidade das pedras
utilizadas em prédios antigos e igrejas da cidade: elas haviam sido retiradas
dos túneis de mineração de calcário que ficavam no subsolo da Ilha de França. E
mais, dos 96 monumentos analisados em toda a ilha, 45 foram feitos com
materiais retirados das pedreiras subterrâneas. Uma extração que estava sendo
feita sem nenhum controle das autoridades, as quais não tinham a noção da
dimensão das galerias nem da quantidade do material retirado, o que causou grandes
colapsos de terrenos já no século seguinte – 1774. Em 1776 foi proibido
oficialmente qualquer tipo de escavação subterrânea, pois monumentos, ruas e
distritos do sul da cidade estavam em estado de alerta. Criou-se, então, a
Administração Geral das Galerias Subterrâneas, a qual tinha por função procurar
as antigas pedreiras, reconhecer galerias e fortalecer suas escavações. No dia
da criação do órgão – 4 de abril de 1777 – uma casa na Rua d’Enfer desapareceu
por causa do afundamento do terreno que ficava sobre uma pedreira a 40 metros
abaixo da superfície do solo.
As obras de sustentação estrutural continuaram até fins do século 18, quando então as galerias foram fechadas e proibidas para a visita.
Atualmente, as únicas galerias abertas oficialmente para visitação são as que possuem as catacumbas e o que foi feito com os ossos transferidos dos cemitérios da superfície - ornamentos na paredes, chão e teto, que formam mosaicos e formas. Porém, as galerias são muito extensas e ultrapassam os limites de Paris, e quem conhece as entradas pode variar em entrar pelo túnel do trem pelo mato, ou até pelos bueiros das ruas, pois as entradas são várias. Há festas secretas e reuniões de jovens e exploradores urbanos, um programa para quem não se importa em trilhar túneis escuros e, muitas vezes, claustrofóbicos. Imaginem onde eu quero ir quando eu for para Paris? Divirtam-se. Detalhe para a série de grafitagem urbex que há nas galerias e para as imagens 3-D!!! isso mesmo! pegue seus óculos 3-D e veja as imagens. Lindo!
segunda-feira, 4 de março de 2013
Os Fortes do Tâmisa - Reino Unido
Durante a Segunda Guerra Mundial, a Alemanha inventou uma arma magnética colocada no mar para detonar qualquer superfície metálica que se aproximasse dela - uma espécie de mina. Com esse dispositivo magnético as minas detonaram muitos navios que passavam pelas rotas marítimas da guerra, sendo atraídas - como imãs - até eles, fazendo-os afundar facilmente. Preocupados com as minas imãs alemãs, o Reino Unido construiu um série de torres metálicas que seriam espalhadas estrategicamente pelo estuário - onde o rio encontra o mar - do rio Tâmisa. O engenheiro civil Guy Maunsell foi então contratado para projetar os fortes.
Construídos sobre imensos pilares de concreto moldados no continente - e depois colocados no mar - esses fortes/torres foram instalados em vários pontos da área de proteção escolhida pelos militares. Ficaram prontos por volta de 1942 e logo foram postas em operação. Defenderam o Reino Unido, derrubando aviões e afundando navios inimigos mas, ao findar a guerra, foram abandonados. Dos quatro fortes - um forte era composto por 7 torres - só restaram dois.
Uma história muito interessante sobre este lugar é que depois de abandonado as torres foram ocupadas por rádios piratas que transmitiam para o Reino Unido. Rádios contra o governo que logo atraíram represália. Denominaram-se o "Principado de Sealand" e era reino do "príncipe" Roy Bates e sua família e de Knock John - preciso saber mais desta história.
Nos anos 60 alguns foram detonados em operações do governo, sob a desculpa de serem perigosos às navegações - navios de passageiros também colidiram com os fortes, pegaram fogo, sem falar em uma tempestade em 1996 que derrubou várias torres.
Um lugar fascinante de se visitar e com uma história fantástica.
Um sonho que se tornou lixo no mar.
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