Belém, a cidade onde nasci e cresci, está sofrendo mudanças urbanísticas radicais e muito positivas. Finalmente a cidade está se abrindo para o rio, explico: Belém foi fundada às margens de uma baia e seu litoral foi logo ocupado por portos e grandes depósitos, ou seja, criou-se uma faixa urbana composta por esses elementos que formavam uma barreira visual para as águas. Formavam. As tendências apontam para uma revitalização da área litorânea de dentro da cidade, a qual era muito degradada. Nesta revitalização o uso da área será mudado e alguns lugares, que faziam parte da comunidade, sumirão. É o caso da Praça Princesa Isabel, no bairro Condor.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Grande Hotel de Beira - Moçambique
Fruto do colonialismo e criação de uma mente pouco pé no chão, o Grande Hotel da Beira, localizado em Beira, Moçambique, foi criado com apenas poucos mais de 120 quartos. Com apenas três andares, contava com uma enorme estrutura, a qual possuía, entre outros atrativos, lojas, restaurantes, correios, cinema, piscina olímpica, bares, salões e mais salões, halls diversos, ou seja, o visitante não precisaria sair de lá para ir na cidade para coisa alguma. Porém, desde o início percebeu-se que os cento e vinte e poucos quartos não conseguiriam pagar as despesas do hotel e dar lucro ao mesmo tempo.

Inaugurado em 1955, era "o orgulho da África", o mais luxuoso hotel do continente, mas algo nele não atraiu a elite esperada e na década seguinte ele foi fechado e transformado em um centro para convenções e hospedagem de seus participantes.
Após a independência do país em 1975 o Grande Hotel foi ocupado e utilizado por militares de várias formas desde usar seus porões para prender presos políticos a usar um andar inteiro como estar dos oficiais.
Suas portas fecharam definitivamente após a festa de fim de ano de 1980, e então começa uma nova história do lugar, uma segunda vida, mesmo após sua morte: a população tomou conta do local e habita lá até hoje.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Hospital Colônia Itapuã – o Lazareto - Rio Grande do Sul
Olá! Queria agradecer aos leitores que me passam dicas para postagens. Depois da dica, eu verifico o local, procuro por visitantes que estiveram por lá, tipo, fotos pessoais mesmo, um aqui, outro acolá e, voilà! o post sai.
O Leonardo, um leitor de Porto Alegre me falou desse lugar, um antigo leprosário (lugar para onde eram "transferidos" portadores do Mal de Hansen - um lugar muito comum nas cidades do passado, porém situavam-se longe dela).
Esses lugares eram um misto de hospital e sanatório. Além de portadores da doença havia também pacientes com distúrbios psíquicos.
O hospital foi fundado em 1940, numa região cercada por uma bela paisagem natural, lagoa, montanha... o ambiente perfeito para o "tratamento" dos leprosos bem longe da contato com o resto da população, pois acreditava-se que a hanseníase era transmitida num simples contato.
Ainda hoje, uma parte do complexo abriga 122 pacientes/moradores da colônia.
O HCI, como era chamado era dividido em duas áreas: área limpa ou sadia (administração, usina hidráulica, padaria, residências dos médicos, funcionários, irmãs franciscanas e capelão; e a área suja ou doente (onde foram construídos 18 pavilhões, 16 casas geminadas, enfermaria, igreja católica, capela luterana, casa de diversões, cadeia (!), sapataria, carpintaria, ferraria e olaria.
O Rene Hass, um explorador/aventureiro que posta suas viagens no fórum http://www.skyscrapercity.com visitou o local e contou suas impressões na postagem:
Hospital Colônia Itapuã, o Lazareto - Rio Grande do Sul
" Foi a primeira vez que eu entrei no Hospital Colônia de Itapuã. Todo o complexo lembra uma pequena cidade. Suas vias são ruas e cada uma tem um nome. Há praças e três igrejas (uma além do projeto original). A evangélica está abandonada. As outras duas estavam fechadas, mas imagino que apenas uma delas ainda funcione para cultos. Muito dos prédios são em estilo art-deco. Há casas onde residem os pacientes e ex-pacientes. Há pelo menos um prédio lavanderia, um prédio padaria, uma escola e um prédio de festas.
Hospital Colônia Itapuã, o Lazareto - Rio Grande do Sul
" Foi a primeira vez que eu entrei no Hospital Colônia de Itapuã. Todo o complexo lembra uma pequena cidade. Suas vias são ruas e cada uma tem um nome. Há praças e três igrejas (uma além do projeto original). A evangélica está abandonada. As outras duas estavam fechadas, mas imagino que apenas uma delas ainda funcione para cultos. Muito dos prédios são em estilo art-deco. Há casas onde residem os pacientes e ex-pacientes. Há pelo menos um prédio lavanderia, um prédio padaria, uma escola e um prédio de festas.
O lugar, por abrigar poucas pessoas, parece uma cidade abandonada. Vêem-se poucas pessoas caminhando pelas ruas. Muitas das poucas que vimos eram idosas, aparentemente com problemas psíquicos, e estavam caminhando sozinhas. cheguei a comentar com a Renie que pareciam zumbis, com todo o respeito. Uma pena vê-los daquele jeito. Não me parecem mal tratadas, mas o sentimento de dó veio ao imaginar que aquelas pessoas estão ali, doentes mentais e caminhando sozinhas, sem nenhum parente ou amigos por perto, como se só estivessem ali esperando pelo fim da vida"
Esse é um relato triste de uma realidade que ainda existe em nosso país, pessoas esquecidas em ex-hospitais psiquiátricos.
O HCI ficou bem ativo até os anos 70, depois começou seu abandono. É um lugar melancólico, sem dúvida.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Os espelhos de som de Greatstone
Na era pré radar era possível se escutar aviões chegando quinze minutos antes de se ver as aeronaves, como uma espécie de radar que monitora os céus, só que através do som. Gigantes conchas acústicas de concreto que captavam ondas sonoras à distância, conectadas a uma rede de microfones que incrivelmente terminava num estetoscópio Isso! daqueles de médico, no qual uma pessoa escutava e dava o alarme caso necessário. Isso foi uma estratégia de defesa britânica construídos entre 1928-30 nos lagos de Greatstone.
Hoje, na era dos radares levados por aeronaves não tripuladas controladas a grandes distâncias e imagens de satélite, esse aparato só serve como uma linda interferência na paisagem, como gigantes esculturas.
O explorador das antigas ferrovias paulistas - Daniel Gentili - Parte 2
Fiz uma postagem sobre o Daniel Gentili em junho deste ano:
Ele percorreu durante décadas uma boa parte das ferrovias brasileiras (como usuário e explorador) e coletou um material vasto e muito importante para a memória de nosso país. Presenciou a fase áurea e a decadente das estações e ferrovias. Não conheço outro registro tão completo feito sobre a história e o estado atual do transporte ferroviário no Brasil. Uma imensa rede que hoje é subutilizada e quase não transporta mais passageiros, somente carga.
O Daniel me enviou imagens de mais estações que visitou e também de outras que nem existem mais. Mandou também imagens de outros amigos exploradores de estações abandonadas como Edvard Pereira, Juliano Yamakawa, Marcelo Szk, Nilson Thomé, Ralanari, Raul Lisboa e Zekinha. Parabéns à todos, devem ter sido passeios e explorações realmente maravilhosos.
Ele mandou também um vídeo montado com fotos antigas de seu tio, Luiz Simonetti, o qual também era um amante e usuário das ferrovias que cobriam o sudeste, sul e centro-oeste. O vídeo é um registro da construção de um túnel da Ferrovia Sorocabana, em 1945, e é com ele que quero começar a postagem. Fantástico!
Algumas estações não resistiram ao abandono e ao crescimento urbano, simplesmente sumiram. Como é o caso da estação que havia em Belém, minha terra natal, a qual eu nem cheguei a ver, pois quando eu nasci, ela não mais existia. Era a estação do trem que fazia a linha Belém-Bragança:
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Mirante Belvedere - Petrópolis
Outro mirante na serra do Rio de Janeiro. Era um antigo restaurante na BR 0-40 (Rio - Petrópolis) construído no fim dos anos 50. É um ponto de parada obrigatória até hoje, fato explicado pela sua privilegiada localização.
Abandonado há mais de 20 anos, sua semelhança com o museu de Oscar Niemeyer em Niterói é incontestável. Propostas de revitalizações sempre há, mas com poucas ações efetivas. Um lugar muito querido e sempre lembrado.
Não consegui informações sobre o autor do projeto e também sobre a data exata da inauguração.
Não consegui informações sobre o autor do projeto e também sobre a data exata da inauguração.
sábado, 16 de junho de 2012
Mirante da Granja Guarani - Teresópolis
Um lindo mirante construído pela família Guinle em 1929 com vis para a "Verruga do Frade", em Teresópolis. Tombado a mais de 30 anos, ele é todo trabalhado em azulejos do ceramista português Jorge Colaço, pintados em Lisboa. Figuras em tons de azul e amarelo, somados ao branco, narram quatro lendas indígenas: "O Dilúvio", "O Anhangá," "A moça que saiu pra procurar marido" e "Como apareceu a noite"
Três aventureiros, o Marcus Mendeso, Felipe e Marcos L. Brito do http://trekkbrasil.blogspot.com.br/
registraram esse lugar lindo que merece atenção de todos e principalmente a nossa aqui do Lugares Esquecidos.
O ar de ruína abandonada me atrai bastante. Não sei até que ponto vale a pena restaurá-lo por completo ou apena restaurar e salvaguardar a sua ruína. Penso que uma manutenção estrutural e limpeza, tratamento da ruína, uma bela pavimentação em volta, traria de volta uma parte do charme do local, mesmo destruído, mas o que vale é estar em paz e segurança para desfrutar o visual que fez valer um dia a construção do Mirante.
A vista do Mirante.
Uma imagem antiga.

terça-feira, 12 de junho de 2012
The Phoenix - O "barco" dos casamentos
Oi leitores!
... Coloquei entres aspas o nome barco, pois, esse lugar é um barco só em sua forma. Na verdade é uma casa de recepções (como nós brasileiros conhecemos) em formato de barco. Este em especial é especializado em recepções e festas de casamento. Nem me pergunta como eu acho essas coisas! faz parte da pesquisa submergir tão profundamente que quando se acha o link, nem se sabe mais como começou tudo.
Esse lugar foi visitado por Spikey Gryphon, um canadense que tem um perfil com muita exploração urbana. Para quem quiser explorar o perfil do cara é: http://www.flickr.com/people/sadisticspice/.
Foi lá que encontrei o The Phoenix que tem no letreiro até o telefone para contatos. Está situado na Korea.
Como prato mais caro do menu temos a pasta de três cores com lagosta e frutos do mar, custa 27 alguma coisa. Todos os ambientes estão completamente detonados. Pode-se ver desde véus de noivas abandonados até um objeto que não se tem certeza se tratar de um casaco de peles largado e pisado ou de um bicho morto. Algo aconteceu nesse lugar, algo muito mais louco que um simples casamento.
Na subida dos três imensos lances de degraus chega-se ao salão ao ar livre onde se realizava a cerimônia religiosa, com altar e tudo mais. Dentro do barco estão os locais de festa. Salões, banheiros, cozinhas, restos de festas pra todo lado.
Como sempre encontrado em lugares abandonados os restos de incêndio também estão presentes neste. Sempre tem um louco que vai e põe fogo no local. Talvez até pra se proteger do frio, em lugares mais frios, mas a fogueira é um símbolo primordial ao ser humano. Pena que acaba sempre em incêndio nesses lugares.
Vamos lá!
The Phoenix
sábado, 9 de junho de 2012
Sea Palace e os restaurantes flutuantes abandonados
O blog Lugares Esquecidos é formado por trabalhos de exploração urbana feitos por mim e amigos de outros estados, por pesquisa minha na internet, e isso inclui busca em muitos perfis de usuários de sites divulgadores de imagens pessoais ou então busca em sites de exploração urbana; e por fim há as postagens que são sugeridas por pessoas que leem o blog, amigos e leitores.
Recebi um link sobre um restaurante chinês, flutuante, abandonado. Fui olhar. Típica exploração oportunista. A pessoa deve ter entrado sem ninguém ver e captado tudo de celular mesmo. Não consegui identificar local, data e as imagens são de baixa qualidade.
Acabei encontrando mais dois restaurantes flutuantes esquecidos por aí um em Kaohsiung perto de Taiwan, outro na Korea do Sul, dentro de um parque de diversões. Mostrarei todos, primeiro o chinês.
Sea Palace
Nota-se que ele foi bem utilizado, mesmo depois de abandonado.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
O explorador das antigas Ferrovias Paulistas
Estava afastado do blog por motivos pessoais. Estava apenas acrescentando vídeos, imagens, atualizando coisas já feitas. Porém se aproximando dos dois anos do blog e quase 150 mil visitas encontrei Daniel Gentili que, gentilmente mandou um material precioso para o blog. E de quebra ainda conheci um explorador urbano de ferrovias paulistas e estações abandonadas esquecidas pelas cidadezinhas do estado de SP.
Pesquisando material na internet me deparei com três vídeos feitos por Daniel Gentili. Ele tem 68 anos e já foi um usuário frequente das ferrovias paulistas, quando elas existiram. Entre elas a ferrovia Sorocabana, Paulista, Noroeste, Santos, Jundiaí, entre outras. Desde os anos 50 viajando de trem, Daniel foi testemunha de um sistema de transporte que tinha muito futuro em nosso país. Viu seu auge e sua decadência.
Desde 2009 ele já registrou em mais de 1500 imagens as ruínas de estações e das próprias estradas de ferro num percurso que se estendeu do estado de São Paulo ao do Paraná. Dessas imagens surgiram os três vídeos abaixo:
Encontrei também imagens de Daniel nos seguintes sites e blogs, já conhecidos do Lugares Esquecidos. São eles:
Encontrei também imagens de Daniel nos seguintes sites e blogs, já conhecidos do Lugares Esquecidos. São eles:
Na estrada, ou melhor, nos trilhos, faz tempo, Daniel tem muito a nos dizer e é por isso que agora vocês com as palavras e as explorações deste senhor que fez um trabalho incrível. Tão grande e importante que ficará pequeno para uma postagem só.
"Sempre gostei de trens. Lá em Botucatu, minha cidade natal. Não morava longe da estação e nem dos túneis da Sorocabana na "Serra" de Botucatu (o nome geologicamente correto é Cuesta).
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