sábado, 16 de junho de 2012

Mirante da Granja Guarani - Teresópolis

Um lindo mirante construído pela família Guinle em 1929 com vis para a "Verruga do Frade", em Teresópolis. Tombado a mais de 30 anos, ele é todo trabalhado em azulejos do ceramista português Jorge Colaço, pintados em Lisboa. Figuras em tons de azul e amarelo, somados ao branco, narram quatro lendas indígenas: "O Dilúvio", "O Anhangá," "A moça que saiu pra procurar marido" e "Como apareceu a noite"



Três aventureiros, o Marcus Mendeso, Felipe e Marcos L. Brito do http://trekkbrasil.blogspot.com.br/ 
registraram esse lugar lindo que merece atenção de todos e principalmente a nossa aqui do Lugares Esquecidos.

Um exemplo lindo de arquitetura do Ecletismo. Dá para ver, por uma imagem antiga que encontrei, que haviam pinos no telhado, feitos também em cerâmica. O local é muito querido pelos habitantes da região e há muita briga para trazer de volta esse marco na história da família Guinle, do Povo de Teresópolis, do Patrimônio Nacional.

O ar de ruína abandonada me atrai bastante. Não sei até que ponto vale a pena restaurá-lo por completo ou apena restaurar e salvaguardar a sua ruína. Penso que uma manutenção estrutural e limpeza, tratamento da ruína, uma bela pavimentação em volta, traria de volta uma parte do charme do local, mesmo destruído, mas o que vale é estar em paz e segurança para desfrutar o visual que fez valer um dia a construção do Mirante.


 A vista do Mirante.
 Uma imagem antiga.



   

terça-feira, 12 de junho de 2012

The Phoenix - O "barco" dos casamentos

Oi leitores!

... Coloquei entres aspas o nome barco, pois, esse lugar é um barco só em sua forma. Na verdade é uma casa de recepções (como nós brasileiros conhecemos) em formato de barco. Este em especial é especializado em recepções e festas de casamento. Nem me pergunta como eu acho essas coisas! faz parte da pesquisa submergir tão profundamente que quando se acha o link, nem se sabe mais como começou tudo.

Esse lugar foi visitado por Spikey Gryphon, um canadense que tem um perfil com muita exploração urbana. Para quem quiser explorar o perfil do cara é: http://www.flickr.com/people/sadisticspice/.

Foi lá que encontrei o The Phoenix que tem no letreiro até o telefone para contatos. Está situado na Korea. 


Como prato mais caro do menu temos a pasta de três cores com lagosta e frutos do mar, custa 27 alguma coisa. Todos os ambientes estão completamente detonados. Pode-se ver desde véus de noivas abandonados até um objeto que não se tem certeza se tratar de um casaco de peles largado e pisado ou de um bicho morto. Algo aconteceu nesse lugar, algo muito mais louco que um simples casamento.

Na subida dos três imensos lances de degraus chega-se ao salão ao ar livre onde se realizava a cerimônia religiosa, com altar e tudo mais. Dentro do barco estão os locais de festa. Salões, banheiros, cozinhas, restos de festas pra todo lado.

Como sempre encontrado em lugares abandonados os restos de incêndio também estão presentes neste. Sempre tem um louco que vai e põe fogo no local. Talvez até pra se proteger do frio, em lugares mais frios, mas a fogueira é um símbolo primordial ao ser humano. Pena que acaba sempre em incêndio nesses lugares.

Vamos lá!

The Phoenix  




sábado, 9 de junho de 2012

Sea Palace e os restaurantes flutuantes abandonados

O blog Lugares Esquecidos é formado por trabalhos de exploração urbana feitos por mim e amigos de outros estados, por pesquisa minha na internet, e isso inclui busca em muitos perfis de usuários de sites divulgadores de imagens pessoais ou então busca em sites de exploração urbana; e por fim há as postagens que são sugeridas por pessoas que leem o blog, amigos e leitores. 
Recebi um link sobre um restaurante chinês, flutuante, abandonado. Fui olhar. Típica exploração oportunista. A pessoa deve ter entrado sem ninguém ver e captado tudo de celular mesmo. Não consegui identificar local, data e as imagens são de baixa qualidade. 



Acabei encontrando mais dois restaurantes flutuantes esquecidos por aí um em Kaohsiung perto de Taiwan, outro na Korea do Sul, dentro de um parque de diversões. Mostrarei todos, primeiro o chinês.

Sea Palace
Nota-se que ele foi bem utilizado, mesmo depois de abandonado.





quarta-feira, 6 de junho de 2012

O explorador das antigas Ferrovias Paulistas

Estava afastado do blog por motivos pessoais. Estava apenas acrescentando vídeos, imagens, atualizando coisas já feitas. Porém se aproximando dos dois anos do blog e quase 150 mil visitas encontrei Daniel Gentili que, gentilmente mandou um material precioso para o blog. E de quebra ainda conheci um explorador urbano de ferrovias paulistas e estações abandonadas esquecidas pelas cidadezinhas do estado de SP. 





Pesquisando material na internet me deparei com três vídeos feitos por Daniel Gentili. Ele tem 68 anos e já foi um usuário frequente das ferrovias paulistas, quando elas existiram. Entre elas a ferrovia Sorocabana, Paulista, Noroeste, Santos, Jundiaí, entre outras. Desde os anos 50 viajando de trem, Daniel foi testemunha de um sistema de transporte que tinha muito futuro em nosso país. Viu seu auge e sua decadência.
Desde 2009 ele já registrou em mais de 1500 imagens as ruínas de estações e das próprias estradas de ferro num percurso que se estendeu do estado de São Paulo ao do Paraná. Dessas imagens surgiram os três vídeos abaixo:







Encontrei também imagens de Daniel nos seguintes sites e blogs, já conhecidos do Lugares Esquecidos. São eles:








Na estrada, ou melhor, nos trilhos, faz tempo, Daniel tem muito a nos dizer e é por isso que agora vocês com as palavras e as explorações deste senhor que fez um trabalho incrível. Tão grande e importante que ficará pequeno para uma postagem só. 


"Sempre gostei de trens. Lá em Botucatu, minha cidade natal. Não morava longe da estação e nem dos túneis da Sorocabana na "Serra" de Botucatu (o nome geologicamente correto é Cuesta).

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Igrejas e capelas esquecidas pelo Brasil



Postagem atualizada em 25 de outubro de 2012.

Recebi um material muito bom de uma leitora do blog, a Vanina Garisto Conte, uma exploradora apaixonada por igrejas. Ela me mandou material que fez de 2 igrejas abandonadas, ambas próximas à São José do Rio Preto - SP.
Ela me escreveu:
"O meu fascínio por igrejas e santos na infância. Passava longe de padres ou religiões. Buscava as igrejas invisíveis e santos que ninguém mais se importava. Tinha um quê de caça ao tesouro, escavações arqueológicas e brincadeira de fundo de quintal."

A primeira igreja, sem muitas informações, mas um portão aberto. Um convite à exploração.







quarta-feira, 18 de abril de 2012

Hotel das Paineiras - Rio de Janeiro



A história do Hotel das Paineiras começa quando Pedro II concede para dois engenheiros uma área para exploração e construção de uma estrada de ferro. Essa área, chamada de Paineiras, se localiza entre a Rua do Cosme Velho e o Alto do Corcovado. Dentre as concessões, constava a construção de um hotel restaurante. Dá-se então a inauguração do Hotel das Paineiras, juntamente com a da Estrada de Ferro do Corcovado, no dia 9 de outubro de 1884. O Imperador Pedro II e convidados foram recebidos com um luxuoso cofee da famosa confeitaria carioca Casa Paschoal. Coisa Fina.
O prédio original possuía 10 quartos no pavimento inferior e 11 no superior, dispostos nos lados de um corredor central. Apesar do pequeno lucro inicial, a partir de 1892 os hóspedes começaram a rarear. A primeira construção do hotel não existe mais, foi demolida no início dos anos 70 para, veja só, ampliação do estacionamento.
As concessões para exploração ferroviária no trecho foi passando de mão em mão, ao longo dos tempos, e com elas o Hotel. Também sofreu várias ampliações, reformas e manutenções até ser demolido em 1970. Por volta de 1927, ele tinha 36 apartamentos, sendo dez destes conjugados, subsolo ocupado com vestiários e depósitos, entre outras benfeitorias.
O requinte arquitetônico estava presente em cada detalhe, não só ornamental como também de projeto. A parte superior do hotel ficava ao nível da estrada das paineiras. uma mini estação/plataforma de ladrilho hidráulico e colunas e estrutura toda em ferro, característico da arquitetura eclética do início do século 20.
O Hotel das Paineiras teve seus dias de glória e contou com presenças ilustres em seus quartos: os presidentes Washington Luís, Getúlio Vargas e Café Filho; Sarah Bernhardt; ele também serviu de  concentração para a Seleção Brasileira de Futebol e para as equipes do Botafogo, Vasco e Fluminense nos áureos tempos.
De volta à União desde 1970, o Hotel das Paineiras passou a fazer parte do patrimônio do Ministério da Fazenda, por um período que durou até 1982, depois disso ele foi arrendado por um grupo hoteleiro, o qual realizava seminários, cursos, reuniões, congressos e outros eventos em suas dependências. Em 1984 o Hotel foi arrendado pela Associação Educacional Veiga de Almeida, que até realizou algumas ações emergênciais, mas ele permanece fechado até hoje.
Depois de abandonado por mais de 25 anos, em 2009 decidiram abrir uma nova concessão de uso do local. Para isso abriu-se licitação e teve até concurso para escolher o projeto. Agora, um consórcio de três empresas arrematou, no dia 29 de fevereiro de 2012, a licitação feita pelo ICMBio. O edital previu investimento de R$ 43 milhões pelos concessionários, que poderão explorar por 20 anos os serviços numa área de 20.469 m², que abrange o entorno do antigo hotel. A participação da empresa Cataratas do Iguaçu, que atua no Parque Nacional do Iguaçu, foi considerada a grande novidade. As outras duas integrantes do consórcio já operam no parque da Tijuca. São elas a Estrada de Ferro Corcovado, responsável pelo Trem do Corcovado, e a Bel Tour Turismo e Transporte, que opera o acesso ao Corcovado pela Estrada das Paineiras.

... mas por enquanto, ele ainda está assim:



terça-feira, 3 de abril de 2012

La Güera - A última cidade espanhola no Sahara


La Güera, La Aguera ou Lagouira (no francês) é uma cidade na costa atlântica do Sahara, perto da cidade da Mauritânia de Nouadhibou, onde há toda uma costa de navios abandonados. 
La Güera foi fundada em 1920, quando a Espanha estabeleceu uma base aérea perto da antiga colônia francesa de Port-Etiene (atual Nouadhibou). Em 1975 foi ocupada pela Mauritânia e incorporada à porção ocidental do Sahara.
A região entrou em guerra e em 1989 a cidade foi evacuada, e apesar de tentativas para urbanizar e construir estradas que passariam pela cidade abandonada, nada prosperou. As estradas foram engolidas pelas areias. 
No início de 2000 a cidade já se encontrava em parte coberta pelas areias, hoje há apenas um pequeno acampamento militar instalado nas ruínas.







quinta-feira, 15 de março de 2012

Berlin e o Grafite URBEX


Postagem atualizada em 03 de janeiro de 2013.
Um site me chamou a atenção recentemente, foi o http://www.abandonedberlin.com/, e como já diz o nome trata-se de explorações em Berlin, e como na postagem há muito grafite urbex, resolvi mostrar o blog aqui. Vamos lá! Num moinho abandonado e em outros lugares, o explorador encontrou muita grafitagem, confere aí:








Link da postagem sobre o moinho abandonado e o grafite urbex:

http://www.abandonedberlin.com/2012/12/wolfswinkel-and-monsters-abandoned.html

Postagem anterior:
Já ouviu falar em Grafite URBEX? 
Grafite URBEX é uma tendência e um processo naturais e inerentes à exploração urbana. Antes do explorador urbano ir no local e registrar sua dinâmica/estética com fotos, muitos outros passantes e habitantes já frequentaram também o mesmo local. Um desses frequentadores é o grafiteiro/artista plástico (todo grafiteiro é um artista plástico). Em locais abandonados, esses artistas encontram o ambiente perfeito para exporem suas obras. Um local tranquilo  onde podem expor com muita cor e criatividade tudo que sentem. Como fizeram todos os outros ocupantes.
Sempre que explorei lugares abandonados encontrei grafitagens e pichações...
As meninas suicidas e os grafismos do Clube do Servidores:



O vagão abandonado na Rodoferroviária:







Na minha opinião, essa expressão transforma o lugar abandonado, dando-lhe um outro uso: o de plataforma física para a expressão artística da grafitagem e o de local de exposição dessas obras. O abandono e a cor combinam muito bem.
Foi navegando por essas praias que descobri o termo "grafite urbex", ou seja, grafitagem + exploração urbana. E foi pesquisando sobre isso que descobri que essa arte é muito praticada e difundida em Berlim. O grafite urbex em Berlin, além de ser uma tendência de arte, é também uma escola. Muitos artista grafiteiros aparecem a todo momento. Nomes como  Potsdam, Krampnits, BSF13, Nomad, MTO, Vhils, Tika, Mean Marek, Leimk, Nartur, Hope, Irgh, Urkel, MOMO, WB estão ficando famosos na cidade como artistas que expõem suas obras em lugares abandonados. Encontrei todos eles na galeria  do URBAN ARTefakte no link :  http://www.flickr.com/photos/steffireichert/, um potente endereço para quem curte do assunto arte urbana. 

Seriam os grafiteiros exploradores urbanos? ou o inverso? Em seguida mostrarei imagens de um projeto de dois grafiteiros de primeira também de Berlin, Attila Szamosi e Lars Wunderlich  (http://wwwpeachbeach.de/pb/), chamado "Collour in forgotten places". Eles se juntaram com amigos e, por três anos, exploraram lugares abandonados com o intuito de deixar por lá sua arte. Excelente trabalho. visitar essas grafitagens deve ser como procuram em um mapa do tesouro... de repente, no meio dos escombros, uma arte. Adorei a ideia e, por isso, fiz essa postagem bem colorida.

URBEX Grafitti


terça-feira, 6 de março de 2012

Ordos e as cidades fantasma da China - Mongólia Central






"A Cidade Vazia". Assim é conhecida a cidade de Ordos, ao norte da China. 
Ela foi erguida para suportar 1 milhão de habitantes, mas estatísticas do governo indicam que apenas 28 mil pessoas habitam na cidade, mesmo após 5 anos de construída. Isto deve-se aos altíssimos preços do metro quadrado no local, o qual cresceu cerca de 260%.

Ordos é uma região rica em recursos naturais. Possui enormes reservas de carvão e gás natural, e não é a única cidade chinesa dessa região nessa situação de abandono, também existem as cidades de Otog Qianqi, Ejin Horo, Kangbashi, Bayannao E, Zengzhou New District, DantuErenhot, e uma parte de Xinyang .

Apesar de vazia, Ordos está localizada numa região muito rica em reservas de carvão e gás natural (que são como ouro na China), por isso o governo decidiu investir na região e construir um distrito lá. E por causa de sua riqueza natural, a cidade tem a segunda maior renda per capita da China – fica atrás apenas de Shanghai. Ainda assim, os complexos de edifícios construídos pelo governo permanecem, na sua maior parte, completamente desertos.

O empreendimento é considerado um sucesso, apesar de tudo. Apartamentos foram vendidos e pessoas investiram pesado na cidade. Só não mudaram-se para lá. Sua proximidade com a Antiga Ordos, onde moram os compradores dos apartamentos da nova cidade, fez com que não surgisse nos habitantes interesse nem necessidade da mudança.

O governo tenta convencer a população a se mudar para a nova city - a velha Ordos tem problemas de abastecimento de água enquanto o novo distrito fica mais próximo a fontes do líquido - mas parece que, por enquanto, Ordos está fadada a ser uma cidade fantasma dos tempos atuais que, por ironia ou por um fenômeno contemporâneo, nem chegou a ser habitada. As outras cidades fantasma ficam cerca de 500/600 km de distância uma das outras, numa região de difícil acesso. 



Para afastar a crise financeira, a China vem tomando medidas de estímulo desde 2008, injetando quantidades enormes de dinheiro no mercado, por causa disso acabaram alimentando também o voraz mercado de imóveis, aumentando muito seus preços.

Esse realmente é um fenômeno urbanístico ultra recente e contemporâneo, além de curiosíssimo. A disparidade entre os preços do mercado imobiliário e condições de se comprar os imóveis são tão grandes, que a ocupação desejada pelos empreendedores não acontece. A China mostra ao mundo seu poder financeiro e sua habilidade em projetar cidades. Tendências contemporâneas do urbanismo estão presentes em todos os projetos, seja no urbanismo residencial ou monumental/cívico/administrativo. 
Sejam bem vindos às super cidades fantasmas da China.

Bayannao E



quinta-feira, 1 de março de 2012

Sergeevka e o playground medonho - Ucrânia


Sergeevka está localizada às margens do estuário Shabolatskogo, à beira do Mar Negro. Um balneário turístico conhecido por sua lama medicinal. Recanto ideal para russos em férias nos áureos tempos da União Soviética. Hoje, a pequena vila/resort está abandonada. Se dissolveu junto com a nação soviética. Toda a infra estrutura que alimentava o sistema, porém, ainda está lá. É uma pequena área no Kazaquistão que ainda se orgulha de ser um recanto de férias e descanso, mas ignorou seu passado soviético. 
Hotéis, casas abandonadas e vários outros sites esquecidos atraem turistas, os quais, provavelmente, foram os próprios depredadores das construções, pós fim da URSS. 
E é lá em Sergeevka que se encontra o playground mais medonho do mundo, tipo... assusta criancinha. Figuras bizarras de cimento armado (provavelmente) se encontram num estranho lugar onde dragões, uma sereia em árvores, um gato gigante acorrentado na árvore, e várias outras figuras e símbolos indecifráveis e assustadoras. Imagino que esse universo é de lendas russas. Quem saberá...?



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