domingo, 27 de novembro de 2011

Estação Bernardo Sayão - Núcleo Bandeirante - DF e Vagões abandonados na antiga Rodoferroviária de Brasília - DF

Estação Bernardo Sayão - Núcleo Bandeirantes - DF

Não posso começar essa postagem sem falar antes sobre Bernardo Sayão, um dos primeiros pioneiros a se transferir para Brasília, antes mesmo de sua construção, por causa de um convite pessoal de Juscelino Kubitscheck para ele, engenheiro carioca, vice governador de Goiás, para construir a Rodovia Transbrasiliana, a Belém-Brasília. Ironicamente esse pioneiro e desbravador não viu sua grande obre ficar pronta, foi morto por uma árvore derrubada na construção da estrada. 
Viva Bernardo Sayão! viajei tantas vezes pelo seu caminho, que nem mais me lembro quantas.

A estação foi inaugurada no aniversário de 8 anos de Brasília, ao som de "A Banda" de Chico Buarque. O trem conduzia 5 vagões, com passageiros que vinham de São Paulo (Campinas-Brasília), e em sem auge, a estação suportava 10 trens por dia, cada um levando 500 pessoas. Caramba! esse Brasil realmente existiu? como eram promissoras as esperanças dos brasileiros nos anos 60, parecia que ia dar certo.
A viagem durava 15 horas, com camarotes espaçosos e luxuosos, sempre com clima de festa na partida e durante a viagem. pena que essa festa só durou 30 anos, pois após a privatização das rodovias brasileiras nos anos 90, hoje só se transporta areia pela rodovia.

Hoje a estação está ocupada por antigos funcionários da ferrovia e, graças a eles, a estação ainda não ruiu de vez, pois eles fazem a manutenção do local. Há vários projetos, todos engavetados, os quais enfrentam a louca burocracia brasileira para poderem reviver aquele local.

Começarei a postagem com imagens antigas da estação e panfletos e páginas de revistas sobre as rodovias no Brasil: o grande avanço nacional na época, hoje só memória remota, esquecida, abandonada.

Depois das imagens da Estação, a postagem dos vagões abandonados. 

























































Fontes:

http://doc.brazilia.jor.br/TrilhosHist/1968refesa.htm

http://doc.brazilia.jor.br/TrilhosHist/1968minuano.htm

http://doc.brazilia.jor.br/Trilhos/bSayao2.htm

http://doc.brazilia.jor.br/Trilhos/bSayaoArmazem.htm

http://www.estacoesferroviarias.com.br/efgoiaz/bernardo.htm

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2011/07/10/internas_economia,260552/divida-trabalhista-da-rede-ferroviaria-nacional-pode-chegar-a-r-20-bilhoes.shtml

Bela reportagem sobre a Estação:

http://www.youtube.com/watch?v=vEqUEYYkSW4&feature=related

Um vídeo que encontrei que mostram a Estação á época de sua inauguração:

http://www.youtube.com/watch?v=cWI6tPBSaWo&feature=related

Um pouco sobre quem foi Bernado Sayão:

http://www.infobrasilia.com.br/bernardo2.htm

Vídeo e reportagem sobre Bernardo Sayão:

http://www.youtube.com/watch?v=NbDHsgY4UMs

http://www.youtube.com/watch?v=ipD-_JTOPVw&feature=related




Vagões abandonado na Antiga Rodoferroviária de Brasília - DF

Esses vagões estão abandonados, com certeza, por causa de dívidas trabalhistas adquiridas pelas empresas ferroviárias, após a privatização. Entrei no vagão e encontrei seu único morador: um pardal que dava rasantes em nossas cabeças, a fim de intimidar os invasores de seu lar. resquícios de fogueira. Aliás, me pergunto, por qual motivo, em lugares abandonados sempre as pessoas ateiam fogo? (em minhas visitas sempre encontrei sinais de incêndio).
Os grafiteiros e os pichadores já descobriram o local, e deram um pouco mais de humanidade e cor ao vagão, que antes era azul celeste, hoje escurecido pela ferrugem.

A imagem do Google Earth é de 2002, mas o vagão já estava lá.






































































sábado, 19 de novembro de 2011

A Granja Colares, Santa Bárbara do Pará.

Essa visita foi a melhor parte de minhas expedições por lugares esquecidos em Belém no último outubro. 
A Granja Colares é um lugar privado, e é com muita saudade dos velhos tempos e respeito à família Colares, que peço licença para fazer essa postagem.
Nossas famílias se conhecem há tempos, e desde criança eu frequento esse lugar, encravado numa porção de floresta nativa que ainda resta na região. A Granja funcionou à todo o vapor nos anos 80, mas o foco da postagem não é a granja, e sim um balneário particular que existe ao fundo dela. 
Na entrada, a qual só é feita sob a permissão da família, passa-se os silos, a casa da família, dos caseiros, e então entra-se num caminho ao redor dos galpões, muitos já não existem mais, pois a granja mudou de ramo e hoje produz ração para os criadores das regiões por perto.

O caminho de terra batida nos leva à uma entrada no meio da mata, na qual ele continua até o portal de entrada com um corredor até barracão central. Que é cheio de plaquinhas com dizeres simples sobre a vida e possuía várias estátuas de madeira, carrancas e quadros circulares de cerâmica pintados com paisagens amazônicas em sua decoração. Hoje só restam as plaquinhas e algumas estátuas quebradas.
O Barracão central tem toda a infra estrutura para reuniões. Eram clássicos os domingos na granja, muito sol, piscina, brincadeira e, claro, muito frango assado na brasa. Em junho acontecia todo ano, o aniversário do proprietário, e uma grande festa junina que começava no sábado e terminava no domingo acontecia. Do outro lado da piscina havia um redário onde aqueles que não aguentavam a noitada iam dormir.
A piscina foi feita de um igarapé represado. Inicialmente as paredes eram de tábuas, depois ela foi aumentada e feito um acabamento em sua borda em fibra de vidro azul. Solução muito interessante, conserva o piso de areia e dura. Até hoje está lá.
O redário, separado por sexo, possui no meio a proteção de duas santas, Santa Bárbara e Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. As imagens, desgastadas por anos de exposição ao tempo, estão descoloridas, mas seus olhos de vidro continuam vivos como antes.

Em um dos lados da piscina represada há um parquinho fantasma, brinquedos enferrujados compõem uma paisagem surreal no meio daquela mata. Me levou imediatamente às lembranças vivas que tenho dali.

Seguindo pelo parquinho a gente dá para a entrada do caminho. Um passeio pelo meio da mata, com direito à ponte e pequenas casinhas de repouso e contemplação. tudo cercado por uma escala nada comum de árvores. São gigantescas, tapam a luz do sol em algumas partes. 
A água âmbar do igarapé contrasta com o verde das árvores. Tudo é muito mágico e silencioso. Apenas os sons da natureza, dos insetos, dos bichos nos cercam.
O caminho termina em um dos limites laterais da propriedade, uma boa oportunidade para me jogar nessas correntezas que nos limpam, nos lavam a alma e nos enchem de energia boa.
Obrigado amigos e irmão proprietários da Granja. 
Alex! essa postagem é em homenagem ao seu pai e a sua família. Obrigado por permitir, sempre que vou à Belém, que eu vá na Granja, faça dela a minha casa e leve meus amigos para conhecê-la. Todos se encantam com o lugar.

Postei algumas fotos antigas de lá, para lembrar dos momentos legais que passei com minha família.


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